MT recebe comprimidos de cloroquina para casos graves de Covid-19 em hospitais

por Aquila Merces publicado 02/04/2020 08h22, última modificação 02/04/2020 08h22
Colaboradores: Por G1 MT
Por G1 MT
Medicamento liberado pelo Ministério da Saúde não deve ser usado fora de ambientes hospitalares. Uso é em caráter experimental, já que não existe comprovação da eficácia do uso da hidroxicloroquina e da cloroquina no tratamento de pacientes infectados pelo novo coronavírus.

A Secretaria de Saúde de Mato Grosso (SES) recebeu comprimidos de cloroquina e hidroxicloroquina para tratamentos de casos graves de infecção pelo novo coronavírus.

No entanto, que o medicamento liberado pelo Ministério da Saúde não deve ser usado fora de ambientes hospitalares.

“A secretaria recebeu, mas existe protocolo extenso, não dá para falar e nem explicar como vai ser o protocolo de utilização. É um documento bastante extenso, já editado pelo próprio Ministério da Saúde. Hoje os nossos profissionais que estão atuando nos hospitais estarão trabalhando muito no entendimento dele para fazer protocolo uniforme para ser utilizado em todos os nossos hospitais”, explicou o secretário.

O uso do medicamento não é recomendado para casos leves de Covid-19 tratados fora do ambiente hospitalar, por risco de efeitos colaterais. Embora seja testada no combate ao coronavírus, a cloroquina costuma tratar doenças como malária e lúpus.

O Ministério da Saúde começa a distribuir aos estados, a partir desta sexta-feira (27), 3,4 milhões de unidades dos medicamentos cloroquina e hidroxicloroquina para uso em pacientes com formas graves da Covid-19.

Por ser uma doença nova, ainda não há evidências científicas suficientes que comprovem a eficácia do medicamento para casos de coronavírus. No entanto, há estudos promissores que demonstram o benefício do uso em pacientes graves.

O protocolo prevê cinco dias de tratamento e é indicado apenas para pacientes hospitalizados.

 Remédio controlado

 No último dia 20, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) decidiu enquadrar a hidroxicloroquina e cloroquina como medicamentos de controle especial para evitar que pessoas que não precisam do medicamento provoquem o desabastecimento do mercado.

Dois dias depois, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) divulgou a juízes de todo o país um estudo técnico elaborado pelo hospital Sírio Libanês e que aponta incerteza da eficácia do uso da hidroxicloroquina e da cloroquina no tratamento de pacientes infectados pelo novo coronavírus.

O Ministério da Saúde validou o medicamento e autorizou seu uso, em caráter experimental, apenas para pacientes em estado grave."

Adicionar Comentário

Você pode adicionar um comentário preenchendo o formulário a seguir. Campo de texto simples. Endereços web e e-mail são transformados em links clicáveis.